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Vista frontal da cidade de Oriximiná, ano de 1958. Blog do Padre Sidney Canto

Como não conseguimos identificar a maioria das residências, buscamos a ajuda do Sérgio Cavalcante Guerreiro, que tem uma memória privilegiada, e ele nos informou o que segue:

- A casa 1 era do Lulu Basílio, pai do Adelson. Nessa casa tio Gui teve uma loja. A casa 2, com 3 portas, duas eram a loja de uma senhora, cujo nome não lembro, e a porta mais à esquina era uma vendinha de refresco e merenda, do Chico Cordovil. A gente perguntava se tinha refresco de goiaba e ele respondia: “mas quando, só de peroba”. A casa 3 era do Sebastião Pinheiro, casado com a Simita, e pai de Zoé, Leda e Gimol. A casa 4 era do Sinamor. Tinha 3 largas portas marrons. As casa 5 e 6, não sei se estão na ordem certa, mas eram do Dadico e do Pedro Mileo.  Casa 7 do Brás Mileo e a 8 do João Paternostro. A 9 era uma mangueira, debaixo da qual ficava a barbearia do Chico Caratá. Tinha dois tipos de corte: com dor e sem dor. Com dor era com a máquina dele e sem dor era com a máquina emprestada do vizinho. Não consegui ver a casa do velho Parú, que espirrava aí em baixo e gente ouvia no largo da Igreja. Também não deu pra ver a farmácia do Velho Rocha, que diziam que media os pós com a unha.

- Quanto à época da foto, com certeza ela foi feita após a pavimentação da ladeira*, que era de terra e em degraus. Na foto dá para ver que ela está aplainada. Eu não sei em que ano a pavimentação aconteceu, só sei que foi após a minha saída no início de 1959.

Seria bom que outros oriximinaenses confirmassem as identificações feitas pelo Sérgio Guerreiro e até mesmo identificassem outras residências e, quem sabe, alguns dos barcos atracados no porto.

* mais tarde conhecida como ladeira da Torrefação.

Ainda sobre memória, vale à pena conferir o texto abaixo, de João Walter Farias Tavares, sobre os primeiros logradouros de Oriximiná.

As Primeiras Ruas de Oriximiná

Ate o fim de 1947, setenta anos após a fundação do povoado Urua Tapera, a estrutura urbana da cidade de Oriximiná era formada por quatro  ruas, nove travessas e dois praças.

As ruas eram: 15 de Novembro (acompanhando o prolongamento da margem do Rio Trombetas); Barão do Rio Branco; sete de Setembro e a Quarta rua, que aquela altura continuava sem denominação.

As travessas tinham estas denominações: Carlos Maria Teixeira; Alegria; Coronel Alexandre de Souza; Travessa da Usina; Santo Antonio; Padre Jose Nicolino de Souza; Travessa do Cemitério; Travessa do Grupo e Travessa Nova.

As duas praças se chamavam: São Sebastião e Praça da Bandeira. A Praça São Sebastião e hoje a Praça Santo Antonio, e a Praça da Bandeira não existe mais, ficava localizada na área onde atualmente está edificado o complexo do Banco do Brasil e as Agências da Telemar e Correios.

Em 1948, no governo do Prefeito Guilherme Imbiriba Guerreiro aconteceram as primeiras mudanças na denominação oficial das ruas e travessas existentes, dando origem aos nomes que existem hoje, como: a Rua 15 de Novembro passou a se chamar 24 de Dezembro; a Quarta rua, sem denominação, recebeu o nome de 15 de Novembro; a Travessa da Usina passou a ser Antonio de Souza Bentes; a Travessa Alegria mudou o nome para Coronel Jose Gabriel Guerreiro; a Travessa Coronel Alexandre de Souza passou a se chamar Senador Magalhães Barata; a Travessa Santo Antonio recebeu o nome de Antonio Bentes de Oliveira Guimarães; a Travessa Padre Jose Nicolino de Souza mudou para Jose Clementino de Figueiredo; a Travessa do Cemitério foi denominada de Martinho de Figueiredo Tavares; a Travessa do Grupo passou a ser Coronel Alexandre de Souza (esta travessa serve de ligação entre a Rua sete de Setembro e a Praça Santo Antonio); e a Travessa Nova recebeu o nome de Emidio Martins Ferreira. Nessa mesma época, a Praça São Sebastião teve seu nome mudado para Praça Santo Antonio. Já por volta de 1955, quando era Prefeito o Sr. Jose Antonio Picanço Diniz Filho, surgiram a Avenida Independência e a Travesso Dois de Junho, que depois passou a ser chamada de Cazuza Guerreiro. Foi também nesse ano que o cemitério público recebeu o nome de Nossa Senhora das Dores, conforme os termos da Lei n°425, de l4 de Novembro de l955.

João Walter Tavares. In: Inventário Cultural, Social, Político e Econômico de Oriximiná. Prefeitura Municipal de Oriximiná, 2006.