Decisão foi publicada nesta terça-feira (14) no Diário Oficial da União. Territórios Alto Trombetas I e II estão situados ao longo do rio Trombetas.

O Alto Trombetas I e o Alto Trombetas II têm área aproximada de 161 mil e 189 mil hectares (Foto: Incra/Divulgação)

O Alto Trombetas I e o Alto Trombetas II têm área aproximada de 161 mil e 189 mil hectares (Foto: Incra/Divulgação)

Os Territórios Quilombolas Alto Trombetas I e II, situados ao longo do rio Trombetas, no município de Oriximináoeste do Pará, teve o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) publicado pelo Incra nesta terça-feira (14). A área possui 350 mil hectares, é ocupada por 13 comunidades formadas por famílias de remanescentes de quilombos. O documento aprovado aborda informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, socioeconômicas, históricas e antropológicas, obtidas em campo.

A região ficou conhecida no século 20 pela ocupação de escravos que, fugidos das senzalas das e temendo expedições de captura, juntaram-se aos índios nas áreas mais protegidas e distantes da floresta. Na avaliação do Incra, as áreas apontadas pelos estudos são imprescindíveis para a reprodução física, social e cultural dos remanescentes, segundo seus usos, costumes e tradições.

Territórios

O Alto Trombetas I e o Alto Trombetas II têm área aproximada de 161 mil e 189 mil hectares, respectivamente. Esses territórios situam-se ao longo do rio Trombetas, em áreas de florestas bem preservadas, importante patrimônio de recursos naturais e biodiversidade, os quais o uso tradicional das famílias quilombolas contribui para sua conservação. Abrangem zonas de terra firme e várzea.

Na região, existem cerca de 400 famílias remanescentes de quilombos cadastradas pelo Incra. As atividades mais desenvolvidas por elas são o extrativismo principalmente, da castanha do Pará e de resinas a partir de breu preto, o artesanato na produção de panelas de barro. A agricultura e a pesca, em pequena escala, de subsistência, também são praticadas.

A agricultura e a pesca, em pequena escala, de subsistência, também são praticadas. (Foto: Incra/Divulgação)

A agricultura e a pesca, em pequena escala, de subsistência, também são praticadas. (Foto: Incra/Divulgação

Do G1 Santarém