Alguns municípios já solicitaram visitas técnicas para darem entrada no processo de situação de emergência. Segundo a 4ª Redec, Almeirim está em uma situação mais delicada.

Por Geovane Brito, G1 Santarém, 18/04/2017

Rio Tapajós já invadiu uma parte da Avenida Tapajós em Santarém. Defesa Civil instalou passarelas para melhor tráfego no local (Foto: Adonias Siva/G1)

Rio Tapajós já invadiu uma parte da Avenida Tapajós em Santarém. Defesa Civil instalou passarelas para melhor tráfego no local (Foto: Adonias Siva/G1)

 

Inúmeros problemas começam ou são acentuados em vários municípios amazônicos com a subida dos rios. A 4ª Regional da Defesa Civil do Baixo Amazonas (4ª Redec), para amenizar as consequências causadas durante o inverno, está monitorando a situação dos municípios da região oeste do Pará.

 

Segundo o sargento do órgão, Riler Lopes, o acompanhamento de cobertura da 4ª Redec (Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Alenquer, Curuá, Óbidos, Oriximiná, Juruti, Terra Santa, Faro, Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém) é feito de forma progressiva pela gestão municipal. Quando é constatado que as águas estão avançando além do esperado, são solicitadas visitas técnicas.

Ele informou que Prainha, Almeirim e Oriximiná devem receber agentes da Defesa Civil a partir da próxima semana para verificar se é possível dar início ao processo de solicitação de reconhecimento de estado de emergência. “Como os municípios têm uma certa deficiência técnica, orientamos que eles façam a solicitação para as visitas. Quanto mais tempo demora ajustando, mais vai demorar para o governo homologar o pedido”, disse Lopes.

Por sofrer influência maior da maré, a situação de Almeirim é considerada pela Defesa Civil como suscetível. Durante uma parte do dia, o terminal hidroviário é invadido pela água, logo em seguida ele aparece quando a água retorna ao nível normal.

Em Oriximiná, pouco mais de 1.000 famílias estão sendo afetadas diretamente com a enchente. Um levantamento vai ser feito para saber qual a situação dessas pessoas e quais medidas poderão ser implantadas para tentar minimizar os estragos.

“Quando não há condição de remover essas famílias, a Defesa Civil do município tem que achar alternativas para protegê-las dentro da própria área. Geralmente é feita a doação de madeiras para o levantamento das marombas e assoalhos”, informou Riler

Subida dos rios

Para a 4ª Redec, o nível do rio não está sendo considerado ideal, pois desde fevereiro ele apresenta uma anormalidade ao período, porém a instabilidade das chuvas proporciona uma subida das águas mais lenta.

Situação de emergência

De acordo com Riler Lopes, os municípios Óbidos e Monte Alegre decretaram situação de emergência e o governo federal reconheceu e publicou no Diário Oficial da União (DOU). O decreto foi solicitado porque os municípios têm sofrido com as fortes enxurradas e a subida das águas provocadas pelas chuvas frequentes na região.