A previsão era de que as obras fossem concluídas em 2021, mas a Companhia vai reavaliar prazos.

Novo sistema de água em Oriximiná tinha previsão de entrega para 2021 — Foto: Agência Pará/Divulgação

Novo sistema de água em Oriximiná tinha previsão de entrega para 2021 — Foto: Agência Pará/Divulgação

Há meses a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) vem enfrentando problemas com empresas que integram o consórcio responsável pela execução de obras que visam ampliar a capacidade de abastecimento de água tratada em Oriximiná, oeste do Pará. Agora, com a paralisação das obras, a Cosanpa pretende tomar providências contra o consórcio.

 

Ao G1, a Companhia informou que os recursos para execução das obras de ampliação do sistema de água de Oriximiná foram devidamente repassados ao consórcio construtor. “A Companhia está tomando as medidas legais previstas contra as empresas, que formam o consórcio, devido a paralisação unilateral das atividades. Até o momento, 40,5% do projeto foi executado e, devido ao ocorrido, a previsão de entrega será reavaliada”, disse a Cosanpa por meio de nota.

 

Trabalhadores contratados pelo consórcio, em contato telefônico com a redação do G1 informaram que estão com três meses de salários atrasados e que no início desta semana foram dispensados sob a alegação de que o consórcio não teria recebido por todas as medições já realizadas e por isso não teria condições de dar continuidade às obras.

O projeto contempla a construção da estrutura da captação no Rio Trombetas, com capacidade de bombeamento de 648 m³ de água por hora, implantação de adutora de água bruta em PEAD, estação com capacidade para tratar 648 m³ por hora, dois reservatórios apoiados com capacidade total de 1000 m³, casa de bombas e dois reservatórios elevados. Além de: reforma do reservatório apoiado e da casa de bombas, com instalação de novos equipamentos, reforma do prédio da administração, 44 quilômetros de rede de distribuição, 4.512 ligações domiciliares com hidrômetro e sistema de automação.

A previsão, de acordo com a Cosanpa era de que as obras que sofreram vários atrasos fossem concluídas em 2021.

Em julho, a Cosanpa convocou os representantes das empresas que integram o consórcio para uma reunião, em Belém. O encontro foi na sede da Cosanpa, no dia 16, e duas das três empresas participaram por videoconferência. Além do presidente da Cosanpa e dos responsáveis pelas construtoras, estiveram presentes o diretor de Expansão e Tecnologia, engenheiro Nagib Charone, e as engenheiras responsáveis pelo acompanhamento das obras, Janete Piauhy e Marília Contente.

Durante a reunião, a Cosanpa cobrou providências para assegurar o andamento das obras, que são importantes para que a população tenha água na quantidade e na qualidade necessárias. Mas, as obras acabaram sendo paralisadas.

O G1 fez contato com o consórcio formado pelas empresas Calcar, Carmona Cabrera e Ikoop e aguarda posicionamento.

Fonte: Sílvia Vieira, G1 Santarém — PA, 06/08/2020