Recebemos do conterrâneo João Augusto de Oliveira, ex-prefeito de Oriximiná, mensagem com algumas questões que consideramos bastante pertinentes a respeito da criação do Estado do Tapajós. Apesar de NÂO nos incluirmos entre aqueles favoráveis à divisão do Pará, por razões técnicas e políticas sobejamente conhecidas, em particular no âmbito da Academia, divulgamos o texto com o intuito de promover, como sugerido, um debate sobre as questões abordadas:

Por que o Estado pretendido por nós já vir denominado como "TAPAJOS", tendo como capital "SANTAREM". Quem decidiu? Ao que se sabe não houve nenhuma consulta sobre nomes, verdade? Aliás, se for  oportuno, pode abordar logo no "Espoca" nosso desapontamento. Já nasceremos recebendo "prato feito"?

Concordamos com tudo. Mas, porque não Estado do Rio Mar ou do Baixo Amazonas? Não seriam mais abrangentes? E a Capital Santarém, há consenso? Se é pelo fato de ter ligação (ainda precaríssima) com o Centro e Sul do Pais, poderemos contra argumentar que Oriximiná e todos os demais Municípios à margem esquerda do Rio Amazonas  são limítrofes com as antigas Guianas cujas fronteiras continuam totalmente desguarnecidas. Aliás sobre  isto fui entrevistado em 1963, por jornais de São Paulo e pela saudosa Folha do Norte. Nessa área sim, é que deveria ser localizada a futura Capital, significando a ocupação efetiva de uma imensa área do setentrião  pátrio,  riquíssima em vasta floresta, campos naturais e um sub solo indescritível.
E Òbidos, porque não? Ficaria bem central para todos. Não devem conhecer a sua história, sua localização, o seu vigor intelectual, razão da sua forte presença na literatura e  cultura do Brasil, tendo inclusive 02 dos seus inesquecíveis filhos, como fundadores da Academia Brasileira de Letras do Brasil: José Veríssimo e Ingles de Souza. e a importância de Obidos para o Pará e Brasil. Bem, falar sobre Óbidos desde o povoado Pauxis é algo de fantástico. Que achas, promover  pelo  "ESPOCA" através dos seus leitores, o debate sobre o assunto?
Abraços,
João Augusto de Oliveira