Nessa época, fui então convidado a integrar a esse grupo e ajudá-los na organização do clube, em face de minha experiência em organizar eventos esportivos em Oriximiná em nossos períodos de férias. Após várias reuniões realizadas na residência do Guilherme Diniz, em uma vila situada na travessa 3 de Maio, escolheu-se o nome de Clube de Estudantes de Oriximiná – CEO e a primeira diretoria tendo como presidente José Edson Tavares, Fernando Machado como secretário e José Luiz Almeida como tesoureiro.

A partir de então, passamos a reunir aos sábados, após o futebol, na residência da família Guerreiro, localizada na rua dos Mundurucus, 1427, e passamos a jogar futebol em um terreno conhecido como “Tombo do Galo”, na rodovia Augusto Montenegro, que no momento não consigo identificar. Nesse momento, já contávamos com um quadro social expressivo incluindo representantes do sexo feminino, com destaque para as “irmãs Diniz” (Ana Cecilia, Inês, Virigínia e Nazaré), Margarida Guerreiro de Carvalho, Salomé Costa e Jane Souza, entre outras, que foram responsáveis por memoráveis atividades sociais e culturais no âmbito de nossas reuniões nas noites de sábado.

Algum tempo depois, passamos a ter nossas atividades esportivas no campo de futebol da Fundação de Bem Estar Social do Pará, Fbesp, em Ananindeua, e participávamos do “Peladão”, um torneio de futebol pelada promovido pelo Sr. João Adário, de a Província do Pará. Desse período, que pode ser considerado como o de apogeu do CEO, cumpre destacar as festas anuais de confraternização da comunidade oriximinaense em Belém, por nós organizadas, e das quais que hoje lembramos com muitas saudades.

Em dezembro de 1986, na gestão de Osvaldo Imbiriba Guerreiro Filho como presidente, o CEO foi contemplado com um terreno localizado em Marituba, para ser utilizado como sede social. Esse acontecimento, que constituiu um marco na história de nossa entidade, se deveu ao então deputado estadual Gabriel Guerreiro, que, atendendo pleito do clube, intercedeu e conseguiu junto ao então governador Jáder Barbalho recursos para a aquisição do terreno. Porém, com o passar do tempo os então estudantes foram concluindo suas formações acadêmicas, assumindo atividades que não mais os permitiam participar do clube como era de praxe e, além disso, muitos retornaram a Oriximiná.

Com isso, fez-se necessário reorganizar o CEO, e essa decisão foi tomada em reunião realizada na residência da família Figueiredo, situada na avenida Conselheiro Furtado, em 6 de junho de 1987. Nessa reunião, foi decidido mudar a designação do CEO para Associação Desportiva e Cultural de Oriximiná – ADESCO. A partir de então passou a adotar como orientação a de servir como instrumento de aproximação entre oriximinaenses e amigos, em especial os residentes em Belém.
Nesse sentido, cumpre ressaltar que por meio da Lei no. 6857, de 9 de julho de 2006, assinada pelo governador Simão Jatene, a Adesco foi declarada e reconhecida como de utilidade pública para o Estado do Pará.

Decorridos 34 desde sua fundação como Clube de Estudantes de Oriximiná, a ADESCO se mantém com dificuldades, em função da pequena receita proveniente da contribuição de um quadro social reduzido e da abnegação de alguns associados, pelo fato de que não dispomos de ajuda regular de órgãos governamentais para fazer face às necessidades de custeio da associação. Em função dessa situação, a ADESCO ainda não dispõe de infraestrutura adequada para mobilizar e agregar parcela considerável da comunidade oriximinaense em Belém, radicada ou em trânsito, mas continua em sua busca de consolidar-se como referencial para a comunidade espoca bode em Belém.

João Farias Guerreiro