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Barcos de Oriximiná

Barcos de Oriximiná

A vida nas cidades amazônicas está intrinsecamente ligada ao rios e aos barcos (embarcações), e em Oriximiná não seria diferente. Nossa memória é povoada por imagens de barcos, em especial no dia do círio quando havia as porfias. Nos primeiros anos do século passado os barcos tinham propulsão a vapor - os barcos vapor, também chamadas de lanchas. Os que nasceram até meados da década de 1950, supõem-se, lembram delas.

Posteriormente, vieram os barcos-motores, usando máquinas de combustão interna (diesel ou “combustol” e gasolina) construídos em madeira em estaleiros artesanais em Oriximiná. Falando nisso, os estaleiros constituem tema que merece ser abordado e registrado antes que se perca no tempo. Paraguassu Éleres com a palavra. Essas embarcações ainda predominam no cenário fluvial amazônico, porém, mais recentemente, os grandes barcos destinados ao transporte de passageiros estão sendo construídos em aço. Aliás, parece que no século passado os barcos eram inicialmente fabricados em ferro, quando a economia na Amazônia era favorecida pelo comércio da borracha. Após o declínio da economia da borracha os barcos passaram a ser fabricados em madeira, e apenas nos últimos anos, sobretudo por questão de segurança, é que os barcos de passageiros estão sendo fabricados em aço.

Quando oriximinaenses se encontram é comum falar de barcos. Há quem tenha uma memória pródiga no registro das embarcações, que na verdade eram chamados de “motor”: nome do motor, proprietário (s), tipo de máquina e potência. Sim, vale lembrar que não íamos de barco para Óbidos, Santarém, Belém ou Manaus: íamos de motor! Cabe mencionar também que o amigo Argemiro Diniz é um dos que conhecemos com essa memória privilegiada.

Esse preâmbulo é para dizer que pretendemos iniciar aqui uma coletânea de imagens, informações e, também, histórias referentes a embarcações de Oriximiná. Para tanto, é claro, vamos precisar da colaboração de conterrâneos que disponham de imagens e informações a esse respeito. Como o e-mail do Espoca Bode não funciona adequadamente, peço que quem quiser enviar imagens e textos o faça para o e-mail <joã Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. >.

Para iniciar a série divulgamos uma imagem da lancha Iracema.

 

82 anos de emancipação de Oriximiná

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Em três de abril de 1900, apenas seis após a criação do município, no dia 5 de dezembro de 1894, e 23 anos depois da fundação de Oriximiná pelo padre José Nicolino de Souza, em 13 de junho de 1877, o então governador do Pará, Dr. Paes de Carvalho, influenciado por opiniões contrárias aos interesses dos oriximinaenses, decretou a extinção do município de Oriximiná, que teve seu território dividido entre Faro e Óbidos, cabendo a Óbidos, ao fim de tudo, a administração total desse legado. Por ocasião desse triste episódio, Oriximiná era administrado pelo Prefeito Manoel Ferreira, que fora nomeado para suceder o Senhor Emídio Martins Ferreira, sucessor de Pedro Carlos de Oliveira.

 
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