Opinião

E quando a bauxita acabar?

No final dos anos 30 apareceu, em Oriximiná, o cidadão norueguês Knudsen, que era naturalista, isto é, tinha formação acadêmica acerca da natureza: terra, vegetais e animais.

O então prefeito Helvécio Guerreiro teve a ideia de mantê-lo em Oriximiná; para isso abriu, com ele, um pequeno negócio de plantação de orquídeas para que ele tivesse do que viver. As catleias do Largo da Pólvora, em Belém, foram plantadas por Knudsen.  A contrapartida era que ele, Knudsen, ensinasse os rudimentos de agricultura aos jovens. Mas para que isso?

 

Complicações amorosas

Acabo de ler uma recente decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça distinguindo a categoria “namoro qualificado” daquela denominada “união estável”. É parte, creio, da profunda transformação que a família, enquanto unidade social, está passando, o que envolve, também, diversas categorias de relacionamento a dois.

 

Democracia

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Desculpe-me o leitor a ausência, mas adoeci. E tudo o que escrevi nas últimas duas semanas refletiu isso – crônicas rabugentas, impublicáveis. Foi gripe, claro: o Ministério da Saúde ainda não conseguiu entender que o Brasil é plural, e manda vacinas para cá sempre depois do surto viral que bota meia Belém mergulhada em tosses e espirros.

Claro também que eu não vou tomar essa vacina, que é da gripe passada. E como eu, muitas pessoas, embora depois as autoridades achem que é mera resistência à vacina...

 

Dona Dilma continua...

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Dona Dilma veio ao Pará com cara de quem cumpre um compromisso um tanto quanto enfadonho, mas inadiável. Subiu no palanque e desfiou promessas, como se em campanha ainda estivesse. E, como na campanha, prometeu o que sabe de sobra que não vai cumprir.

 

Um olhar à direita

ana_diniz_web espoca.jpg - 36.82 KbSurpreendeu-me ver, entre os muitos e variados vídeos e fotografias das manifestações do dia 15 de março, um estandarte azul. Estandartes são símbolos antigos; quem o usa, é tradicionalista e ultraconservador. Ou seja, é de extrema direita.

Na mesma manifestação, em outro local, foi preso um grupo autodenominado de “carecas do subúrbio”. Neonazistas... negros?! Este episódio me surpreendeu mais ainda. Menos pelo paradoxo (Perdoa-os, pai, eles não sabem o que fazem!), afinal, o nazismo é eugênico, e porque não pode ser negro?, que pelo subúrbio, pela presença em redutos reivindicados pela esquerda.

 
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